Capa da resenha com fundo de madeira. Sobre a superfície há uma xícara branca com parte da logo do Zona Sombria, exibindo apenas o nome do projeto. À esquerda, está o livro “Nós Já Moramos Aqui”, cuja capa mostra um céu nublado com pássaros voando. Na parte inferior da capa do livro, aparece o topo de uma casa com chaminé, alguns galhos secos e a logo da editora Intrínseca. À direita, há dois marcadores de página. O marcador superior traz a frase “Seus medos... estão nas sombras...” e o endereço do site “zonasombria.com.br”. O marcador inferior está parcialmente cortado e mostra o rosto assustador de uma figura com feixes de luz branca saindo dos olhos, olhando para cima. No canto esquerdo da imagem, encontra-se o logo do CriptaCast, com letras brancas gotejantes. Na parte inferior, em letras brancas distorcidas, lê-se: “Resenha Nós Já Moramos Aqui | Marcus Kliewer”. No canto inferior direito, está o logo do Zona Sombria em vermelho com detalhes em preto, no formato de uma placa com uma caveira usando máscara contra radiação.

RESENHA | “Nós já moramos aqui”, de Marcus Kliewer

Eve abre a porta da frente da casa recém-comprada que divide com sua namorada Charlie. No batente, uma família de cinco pessoas pede para entrar, para que o pai possa mostrar aos filhos o lar em que cresceu. Eve, que tem problemas seríssimos com conflitos e com a palavra “não”, acaba os deixando entrar. A visita se estende para além do esperado quando a insuportável Jenny, filha do casal, decide se esconder no porão.

Este início foi capaz de me arrancar arrepios familiares à angústia de assistir Mãe!, de 2017 – que aliás, segue interminado por falta de coragem da minha parte –, e me questionei se seria capaz de finalizar a leitura do livro. Em um desses arrepios, joguei o livro longe e assim ele ficou por mais de um mês. O dever – ou a promessa – de escrever uma resenha me devolveu à leitura. Nada poderia ter me preparado para o que eu leria a seguir.

Como o terror de confinamento se atualiza

A escrita fluida de Kliewer e a estrutura do livro, que intercala capítulos da história de Eve com documentos misteriosos recolhidos da internet, me guiaram por 300 páginas – excluindo as 80 que eu já havia lido – em apenas uma manhã. A obra é um quebra-cabeça que consegue manter o leitor tão desorientado e tão curioso quanto a protagonista. As minúcias são instigantes e nos levam a continuar lendo, buscando as respostas (que às vezes não chegam!).

A história foi lançada em capítulos no Reddit, no fórum /NoSleep, e lá ganhou o prêmio de História Mais Assustadora, em 2021. Em junho de 2024, foi publicada no Canadá sob o título de “We Used to Live Here”. No Brasil, foi lançado em meados de setembro de 2025 pela editora Intrínseca, que foi gentil em nos mandar alguns exemplares.

Livro Nós Já Moramos Aqui, de Marcus Kliewer, sobre uma mesa de madeira. Ao lado, há uma caneca branca com o logo vermelho do Zona Sombria e dois marcadores de página pretos — um com a frase “Seus medos... estão nas sombras...” e o outro com o rosto assustador de uma mulher e o logo do CriptaCast.
Capa do livro Nós Já Moramos Aqui, de Marcus Kliewer, com itens do Zona Sombria e do CriptaCast.

Se você gosta de teorias da conspiração, de teorizar sobre obras ficcionais e de sentir profunda angústia com histórias, esse livro é para você.

Você pode adquirir Nós já moramos aqui no site da Editora Intrínseca.

Livro: Nós já moramos aqui
Autor: Marcus Kliewer
Editora: Intrínseca
Páginas: 300

About Stefany Stettler

Mestra em Filosofia pela PUCSP e autointitulada zumbióloga.