Pecadores é um filme dirigido por Ryan Coogler, o mesmo diretor de Creed (2013), Pantera Negra (2018), Judas e o Messias Negro (2021) e Pantera Negra: Wakanda Forever (2022). Pecadores foi uma grande surpresa em 2025, bebendo de diversas fontes e trazendo a sua própria marca.
Mas, como sempre, antes da resenha, que tal conferir o trailer?
Enredo
Mississippi, 1932
Os gêmeos Fumaça e Fuligem, após anos trabalhando para Gângsteres em Chicago, retornam para sua cidade natal e com o dinheiro roubado compram uma serraria desativada, que transformam em um clube de blues para a população negra local. Eles chamam Sammie Moore, primo deles e filho do pastor local, para ajudar nos preparativos para a inauguração do local, e acabam descobrindo o talento musical do garoto.
As preparações começam quando eles se separam para ir atrás de colaboradores, e a partir daí o filme vai ganhando corpo para seu clímax.
Desenvolvimento
Pecadores começa pelo final, assim como outros clássicos como Pulp Fiction (1994), Labirinto do Fauno (2006), Clube da Luta (1999) e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004). Assim que começamos a assistir, o filme não faz sentido, mas nos dá uma pequena leitura da obra, que no decorrer do filme, ajuda a entender como tudo aconteceu para resultar nas cenas do começo do filme.
Logo após as cenas iniciais, o filme traz um conto mítico com narração e ilustrações, que lembra o conto “O Vilarejo das Sombras” de Resident Evil Village, e “O Conto dos Três Irmãos” de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1, que já nos dá uma vaga ideia do que vamos encontrar no decorrer longa.
Mais para o final do filme, temos dois momentos de ruptura: cenas que servem para dar uma carga dramática para o momento, mas que mais irritam o telespectador, prolongando uma cena que poderia ser mais “ágil”. E um erro de continuidade gritante, onde “aparecem” figurantes para
Sem dar spoilers, o final do filme divide opiniões: ouvi de alguns que gostaram de como o filme encerrou, mas eu, particularmente, não curti tanto, apesar de que mesmo assim, o filme respeita a mitologia criada para a obra.
Elenco
Logo de cara temos o maravilhoso Michael B. Jordan que atua em dois papéis, nos gêmeos Fumaça e Fuligem. Michael já se destacou não apenas por sua beleza, mas sua incrível atuação e flexibilidade de personagens, desde vilão, herói, anti-herói, e em Pecadores vemos o poder de sua atuação.
Outro ator que cativou tanto com a atuação como com a voz é Miles Caton, que interpretou Sammie Moore, o primo dos gêmeos e filho do pastor. Miles foi indicado no Critic’s Choice Award de 2025 por Melhor Atuação Juvenil (tradução livre de Best Young Performer).
O ator, mesmo jovem, já tem grande expressão no mundo fonográfico, e começou muito bem em Pecadores. Com certeza veremos sua participação com força no cinema.

Todos os personagens são muito cativantes em suas personalidades, se complementando e brilhando cada um em seu respectivo momento.
- Hailee Steinfeld – Mary
- Wunmi Mosaku – Annie
- Omar Benson Miller – Cornbread
- Li Jun Li – Grace Chow
- Delroy Lindo – Delta Slim
- Jayme Lawson – Pearline
- Jack O’Connell – Remmick
Premiações
Pecadores é o primeiro filme da história do Oscar a levar o maior número de indicações, tendo superado Titanic e La La Land. Além de, claro, ser um filme de terror!
E vamos para as indicações da obra:
- Melhor Filme
- Melhor Fotografia
- Melhor Direção
- Melhor Ator (aqui Michael B. Jordan está disputando com o Wagner Moura)
- Efeitos Visuais
- Melhor Direção de Som
- Montagem
- Direção de Arte (acho que Frankenstein do Guillermo del Toro tem mais peso)
- Canção original
- Figurino
- Seleção de elenco
- Ator Coadjuvante
- Roteiro Original
- Trilha sonora original
- Atriz Coadjuvante
- Maquiagem e Cabelo
Além de Pecadores, tivemos outros filmes de terror com indicações ao Oscar, como: Frankenstein com 9 indicações, A Meia-Irmã Feia com uma indicação, e A Hora do Mal também com uma indicação. Filmes que também merecem ganhar uma resenha aqui no site!
Vocês podem conferir outras indicações e premiações do filme na página do IMBD.
Conclusão
Desde 2017, com o maravilhoso Get Out, dirigido por Jordan Peele, estamos tendo uma leva incrível de filmes que possuem majoritariamente um núcleo de personagens negros. Não apenas os personagens, como também suas vivências, traumas, experiências, cultura e, claro, folclore.
Não vejo como uma “reparação histórica” ou uma “justiça social”, já que ambas são realizadas de outra forma, mas como outra vertente, outro olhar do que é e do que pode ser o horror.
Alguns exemplos de filmes incríveis que o gênero ganhou de 2017 para cá e que valem ganhar uma resenha aqui no Zona Sombria: Us (2019) e Nope (2022), ambos do diretor Jordan Peele, Candyman (2021) e 28 Years Later: The Bone Temple (previsto para sair agora em 2026) da diretora Nia DaCosta.
Pecadores é um ótimo filme, com uma cadência que prende do início ao fim, personagens cativantes, mas não ao ponto de criar um laço emocional mais profundo, mas sim de encantar de alguma forma.
Não é um filme nota 10, mas que com certeza merece um 8.5/9.0.
Referências
Para a elaboração desse artigo, além de ter assistido ao filme e conversado com alguns amigos, assisti ao vídeo do Linck, do canal: Quadrinhos na Sarjeta, que elucidou em alguns pontos e trouxe curiosidades e informações das quais não estava a par.
- Entrevista com Ademir Pascale, escritor de terror e fundador da Revista Conexão Literatura - 16/10/2026
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- CriptaCast #84 – A Família Addams - 31/08/2026
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