Do mesmo diretor de Mama, Andy Muschietti, It – A Coisa adaptação da obra de Stephen King, It: Uma Obra Prima do Medo, o remake promete muito mais terror do que sustos e será divido em dois capítulos.
Antes de conferir a resenha, que tal assistir ao trailer?
Enredo
Na cidadezinha fictícia de Derry no estado do Maine nos EUA, começam a acontecer misteriosos desaparecimentos em série, onde grande parte são crianças.
A cidade parece ignorar o fato, que curiosamente ocorre a cada 27 anos, o que incomoda um grupo de crianças, o Clube dos Perdedores, que decidem realizar investigações por conta própria.
Remake
Sim, It – A Coisa é um remake do filme It – Uma Obra Prima do Medo, filme que estreou em 1990.
Para os que assistiram o filme de 1990 o enredo muda um pouco, ainda mais que a nova adaptação será dividida em dois filmes.
Cadê os sustos?
Sim, nada de sustos!
O filme encanta e prende com sua tensão quase que contínua, além de possuir muitos elementos cômicos.
Todos os momentos são muito bem trabalhados e colocados nos momentos certos.
Os efeitos gráficos são muito bons e ajudam a causar a angústia e o desespero nos telespectadores.
Evolução
A trama é muito bem contada e de forma linear, não perdemos tempo com flashbacks (ufa!).
Apesar de longo, o filme busca oferecer um background profundo de cada personagem, onde, acredito eu, que tenha falhado. São nos apresentados alguns dos medos dos personagens, porém, enquanto em alguns isso é muito bem trabalhado, outros deixam de ter uma apresentação mais profunda.
Ainda que a construção de alguns dos personagens tenha sido superficial, vai muito além do medo, mas também as descobertas que vêem com a puberdade.
Elenco
Um elenco jovem e incrivelmente capaz e eficiente nas atuações, transmitindo as emoções com naturalidade e veracidade.
Começando pelo Clube dos Perdedores temos Jaeden Lieberher, onde atuou em filmes como The Book of Henry e Midnight Special. Interpretou Bill Denbrough, quase como o líder do grupo, como também é o irmão mais velho de Georgie.
Finn Wolfhard (sim, o Mike de Strange Things!) que deu vida ao Richie Tozier, um jovenzinho impertinente e que não tem papas na língua.
Mike Hanlon foi interpretado por Chosen Jacobs, o menino negro que sofre bullying dos valentões da cidade, tanto por ser negro como também, por estudar em casa.
Jeremy Ray Taylor foi Benjamin “Ben” Hanscom, o garoto novo na cidade, além de ser o novato era também o gordinho. Atuou no filme Alvin e os Esquilos: Na Estrada.
E temos também o Peter Quill, ops, Wyatt Oleff, que interpretou o pequeno Peter Quill no primeiro filme da franquia Guardiões da Galáxia. E agora viveu na pele do judeu Stanley Uris.
Jack Dylan Grazer ficou na pele de Eddie Kaspbrak, o rapaz hipocondríaco e com pequenos transtornos.
A única mocinha do grupo, Beverly Marsh, foi interpretada por Sophia Lillis, que atuou no drama 37.
E o tem esperado e temido Pennywise foi interpretado por Bill Skarsgård. O sueco de 27 anos, atuou brilhantemente em It – A Coisa, como também atuou em Anna Karenina e Emperor, ambos filmes de época.
Curiosidades
Durante as gravações o diretor pediu para Beltrano realizar as cenas de diálogo com as crianças duas vezes, uma olhando para a câmera e outra para a criança.
Assim, durante a edição eles poderiam deixar os olhos do palhaço olhando para a criança e para o público.
Porém, para surpresa de todos, Beltrano conseguia mexer os olhos separadamente, causando estranhamento nos telespectadores.
Stephen King acredita que o terror funciona em 3 níveis.
1 – Repulsa: Sendo o mais leve, onde o medo é despertado através do nojo;
2 – Horror: Representação visual do inacreditável, observação da anormalidade;
3 – Terror: Indução do medo através da imaginação, incitação de algo desconhecido.
Não é uma aberração física ou mental em si mesma que nos horroriza… Mas sim a falta de ordem que essas situações parecem implicar. – Stephen King
Veja também em Canto Dos Clássicos.
Para finalizar…
O filme cumpre muito bem seu papel e entrega um terror de raíz, ficando muito mais na tensão do que no jumpscare.
O elenco impressiona e consegue dar vida a cada um dos personagens.
E aí leitor, vamos flutuar também?
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